A MISTERIOSA EXECUÇÃO DA FAMÍLIA ROMANOV

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Em 17 de julho de 1918, a família real russa de sobrenome Romanov caia em profunda desgraça. Os Romanov já se encontravam presos desde maio na Casa Ipatiev, em Yekaterimburgo. Para que não fossem vistos, as janelas foram cobertas com jornal e o lugar foi cercado por paliçadas altas.

Eles ficavam sob constante vigília de guardas e até mesmo para irem ao banheiro precisavam ser acompanhados, quando tocavam um sino para sinalizar a necessidade. Devido à desobediências, tiros teriam sido disparados contra eles algumas vezes.

A morte dos Romanov

Ainda naquela noite, eles foram acordados pelos guardas que alegaram que iram transferi-los. No entanto, eles foram levados para um porão juntamente com seus servos. No total, 11 pessoas foram transferidas para o cômodo subterrâneo. A família e seus empregados ficaram esperando longos minutos no porão, até que um caminhão, que seria responsável pelo transporte dos corpos chegasse.

O veículo ficou parado na porta da Casa Ipatiev com o motor ligado para ocultar possíveis ruídos. Yakov Yurovsky foi o responsável por transmitir a sentença aos Romanov: “Nikolai Alexandrovich, diante do fato que seus parentes continuam seu ataque contra a Rússia Soviética, o Comitê Executivo de Ural decidiu executá-lo”.

Tiros então foram disparados sobre a família por cada um dos executores,que já possuíam o nome daqueles a quem deveriam executar. Incluindo as crianças. Devido aos diversos tiros em sequência, uma nuvem de fumaça das armas se formou e foi necessário então abrir as portas.

Quando a fumaça enfim baixou, os executores então perceberam que os cinco filhos, incluindo a mais velha, Olga, ainda estavam vivos. A ordem de execução dos que ainda permaneciam vivos veio em seguida. Baionetas e cabo dos fuzis foram usados para dar fim a vida dos Romanov.

As lendas

Muitos rumores e lendas se espalharam sobre essa noite de horror. Os bolcheviques inclusive teriam espalhado rumores de que além do Czar Nicolau II, todo os demais membros restantes de sua família ainda estavam vivos. Algumas pessoas diziam que Anastásia, filha preferida do Czar, podia ser vista nos vilarejos próximos a Yekaterimburgo pedindo ajuda e um soldado checo teria lhe ajudado a fugir.

Isso porque supostamente as mulheres Romanov naquela noite haveriam sobrevivido as primeiras rajadas de tiros disparadas pelo pelotão de fuzilamento. Muitas “Anastásias” começaram por toda Europa e até mesmo nos EUA reivindicando a fortuna que a família Romanov mantinha em bancos suíços. Em 1994, chegou ao fim o caso mais famoso de todos, quando um teste de DNA revelou que Anna Anderson, que arrastava um processo na justiça desde a década de 1970, não havia nenhum tipo de parentesco com a família real Russa.

Durante o período do regime da URSS ninguém teve coragem para investigar o que de fato aconteceu com os Romanov. Até que Alexander Avdonin e Gueli Riaboc encontraram algo que lhes acendeu a chama da curiosidade: uma cova próxima a Casa Ipatiev. Após escavarem, eles encontraram ossadas do que acreditaram ser da família real.

Por medo de represálias por parte do Estado soviético, os ossos foram deixados no local. Em 1989, com o fim da URSS, os restos mortais encontrados foram exumados e testes de DNA foram realizados. Os resultados comprovaram que eles eram de fato do Czar Nicolau II, da Imperatriz Alexandra e de seus filhos, Olga, Tatiana e Anastásia.

Cerca de 80 anos depois da execução, em 17 de julho de 1998, a família Romanov foi então levada para São Petersburgo, onde foram sepultados na cripta da Catedral de São Pedro e São Paulo. Em 2000, eles foram canonizados pela Igreja Ortodoxa Russa. Um grupo de estudantes de História encontrou,  em 2007, as ossadas do garoto Alexei e de Marie, sua irmã, que foram posteriormente confirmadas por arqueólogos.

 

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